Partilhar metodologias, casos práticos e instrumentos de financiamento com as instituições angolanas e conhecer de perto a realidade da província do Cunene foram os eixos do trabalho do Fórum da Energia e Clima na Acção de Diálogo “Diálogo Nacional sobre Acção Climática”, desenvolvida com o Ministério do Ambiente de Angola.
Na entrevista de balanço, Manuela Moreira da Silva, membro da Direcção do Fórum, fala do interesse dos jovens e da academia local e dos resultados que não estavam previstos. Fala também das novas pistas de cooperação que a Acção deixou em aberto, entre as quais a gestão de resíduos sólidos em contexto de economia circular urbana.
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Que conhecimentos e aprendizagens resultaram, para a sua instituição, do contacto com o contexto angolano?
O contacto com a Província do Cunene permitiu conhecer e reflectir sobre eventuais soluções para melhorar a gestão da água, a produção de alimentos agrícolas e a justiça climática, num contexto territorial e socioeconómico muito distinto do europeu. Usando a experiência dos oradores convidados, discutiram-se eventuais soluções para as especificidades biofísicas e climáticas, desenvolvidas sempre com as comunidades e alinhadas com a sua cultura.
Permitiu ainda percepcionar o interesse dos jovens e da academia local em desenvolver conhecimento aplicável às necessidades da Província do Cunene.
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Que contributos concretos foi possível partilhar com o parceiro angolano, ao nível das metodologias, das práticas e dos instrumentos?
A Acção permitiu partilhar: 1) metodologias científicas e ferramentas de inovação tecnológica e social para adaptação e mitigação das alterações climáticas; 2) casos reais e soluções práticas desenvolvidas em contextos climáticos semelhantes; 3) instrumentos políticos e de financiamento já existentes e em funcionamento noutros territórios.
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De que forma a Acção contribuiu para reforçar as capacidades institucionais do parceiro angolano?
A Acção constituiu um momento de partilha, com diversos actores sociais angolanos, de experiências que podem e devem ser motivadoras para promover o planeamento, a implementação e a monitorização de programas de adaptação às alterações climáticas.
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A Acção gerou resultados positivos que não estavam inicialmente previstos?
Alguns técnicos de instituições angolanas partilharam as suas experiências e manifestaram a intenção de integrar algumas soluções, ajustando-as às suas conjunturas socioterritoriais. Também referiram que algumas das soluções que partilhámos validavam projectos e programas já em curso em Angola.
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Que bases deixou esta experiência para a cooperação futura entre os parceiros?
Para além da consolidação da cooperação no âmbito dos temas-alvo desta Acção, os parceiros angolanos mostraram-se particularmente interessados na cooperação futura no domínio da gestão dos resíduos sólidos em contexto de economia circular urbana.
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Que caminhos propõe para reforçar o impacto da parceria entre Angola e a União Europeia no domínio da sustentabilidade ambiental?
Reforçar a formação bilateral dos mais jovens em diversos domínios da inclusão e da sustentabilidade ambiental; promover a formação ao longo da vida sobre literacia climática para a promoção da justiça climática; promover iniciativas sobre o valor do capital natural, da biodiversidade e dos serviços ecossistémicos para a resiliência climática dos países.
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Esta entrevista integra-se na Acção de Diálogo “Diálogo Nacional sobre Acção Climática”, implementada entre Agosto de 2025 e Agosto de 2026, no âmbito do Programa Diálogos UE-Angola e financiada pela União Europeia.
O objectivo da iniciativa foi reforçar a implementação coerente da política climática nacional. Para isso, a Acção apostou na sensibilização dos agentes públicos, do sector privado e da sociedade civil para os compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris e para o seu alinhamento com as políticas nacionais de desenvolvimento.
A Acção de Diálogo foi dinamizada pelo Ministério do Ambiente, enquanto parceiro angolano, e pelo Fórum da Energia e Clima, de Portugal, enquanto parceiro europeu.









